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O Clube

Resumo Histórico do CPTPP

1. O CPTPP - Clube Português de Tiro Prático e de Precisão, nasceu de um conjunto de vontades, mas essencialmente do espírito do saudoso Augusto Nunes Gomes Condesso, que até à sua partida, foi o cérebro e motor desta instituição, bem como o seu Presidente, desde o primeiro momento, mas que foi inspirado por José António dos Santos Pinto, então secretário – geral da Federação Portuguesa de Tiro, que semeou essa ideia. 


A Assembleia Geral Fundadora e Universal do CPTPP, decorreu, no dia 6 de dezembro de 1997, em Valejas, cuja respetiva ata de constituição, foi subscrita por dez associados fundadores.

O CPTPP foi formalmente constituído em 19 de dezembro de 1997, por Escritura Pública lavrada no 9.º Cartório Notarial de Lisboa e publicada na III Série do Diário da República (2.º Suplemento) n.º 43/98 de 20.02.1998, após inúmeras vicissitudes e obstáculos, com a presença e a assinatura de três associados fundadores.

2. O nascimento do CPTPP, decorreu da necessidade sentida por diversas pessoas, que para além de partilharem o prazer comum pela prática do tiro desportivo – bem como pelo estudo das armas de fogo, sua história, cultura, técnica, ciência, balística, entre inúmeras outras áreas do conhecimento humano que as envolve direta e indiretamente – consideraram que Portugal também necessitava de acompanhar os países europeus mais evoluídos, no que se refere à promoção, ao desenvolvimento, à divulgação do ensino e da prática do tiro desportivo, em todas as suas vertentes, categorias e modalidades, reconhecidas por Organismos Internacionais.

Mas na verdade, apesar de todas as limitações materiais e de mentalidade que persistem em Portugal, o CPTPP desde o seu nascimento contribuiu decisivamente para a promoção, desenvolvimento, divulgação do ensino e da prática do tiro desportivo, tendo inclusive sido pioneiro absoluto, em Portugal nas seguintes modalidades desportivas, em enquadramento competitivo/desportivo, nomeadamente:

 

Tiro de Revólver (em Tiro Dinâmico)
Tiro de pólvora preta (MLAIC)
Tiro a Silhuetas Metálicas (ISSMU)
Tiro de Pistola Sport 9 mm
Tiro (BR) Benchrest
Cowboy Action Shooting

 

3. Contudo, se o CPTPP não se encontra na génese mais longínqua do Tiro Prático em Portugal (até porque ainda não existia), foi decisivo para o início da sua prática oficial sob a égide da Federação Portuguesa de Tiro, e para o seu desenvolvimento e consolidação, que teve o seu culminar, com a Lei 42/2006 de 25 de agosto, que reconheceu e consagrou expressamente, o Tiro Prático, com a denominação jurídica de Tiro Dinâmico, no seu artigo 9.º, n.º 1, alínea b), ou seja por ato legislativo da Assembleia da República.

 

4. O símbolo do CPTPP, em fundo, possui uma estrela de cinco pontas, que reproduz a estrela do emblema do IPSC – International Practical Shooting Confederation (que foi oficialmente fundada, em maio de 1976, nos EUA, cidade de Columbia, no estado Missouri, na qual foi eleito como seu primeiro presidente o Coronel Jeff Cooper, que na prática, foi o inventor da modalidade, ao sistematizar os seus princípios estruturantes).

Em primeiro plano, pode-se observar, uma pistola da marca Colt, modelo 1911, que foi a arma (e respetivas variantes e clones), que esteve na base fundacional do Practical Shooting (que começou a ser praticado no estado da Califórnia, EUA, no início da década de 50 do Séc. XX), e que foi sempre a arma padrão do Coronel Jeff Cooper, pela qual ele aferia todas as outras.

Entre a estrela, e o Colt 1911, encontram-se duas metades de alvos, de formato distinto, respetivamente, uma metade que corresponde ao alvo original do Practical Shooting e a outra metade que corresponde a um alvo de precisão clássico, utilizado em inúmeras modalidades e disciplinas de tiro, por todo o mundo.

Estas duas metades de alvos distintos, comprova que na sua génese, o CPTPP incorporou o desejo de promover, tanto o Practical Shooting, como o tiro de precisão. 
O pentágono, que envolve o símbolo do CPTPP e sobre o qual se dispõem os seus elementos constitutivos, é o polígono, que possui em comum com a estrela, o número cinco, respetivamente cinco lados e cinco pontas, tal como a mão humana possui cinco dedos.

Como curiosidade, refira-se que por acaso, o símbolo do CPTPP, tem em comum dois elementos, com a mais elevada condecoração do Estado Português, a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, nomeadamente uma estrela de cinco pontas, e um pentágono como base e fundo.

Paulo Azinheira
Associado Fundador, fevereiro de 2008